Chanceler do Equador diz que os EUA são a única ameaça do continente

© REUTERS / Carlos Garcia RawlinsPartidários do presidente Nicolás Maduro protestam contra as políticas norte-americanas em Caracas
Partidários do presidente Nicolás Maduro protestam contra as políticas norte-americanas em Caracas - Sputnik Brasil
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Respondendo à recente decisão norte-americana de considerar a Venezuela uma séria ameaça à segurança nacional dos EUA, o ministro das Relações Exteriores do Equador, Ricardo Patiño, disse que se existe alguma ameaça na América, essa ameaça é exatamente os Estados Unidos.

Em entrevista exclusiva à jornalista da agência Sputnik Karina Stenquist, o chanceler equatoriano destacou que a manobra do presidente Barack Obama não favorece a boa relação entre dois países do mesmo continente. Segundo ele, a Venezuela é uma grande parceira dos EUA, que exporta grandes quantidades de petróleo para lá, além de manter laços interessantes no setor de turismo e em outras áreas do comércio. Tudo isso torna ainda mais difícil entender o porquê de Washington ver Caracas como uma ameaça. 

“Eles (os Estados Unidos) são os únicos que podem ser considerados assim (uma ameaça) do ponto de vista histórico. Eles são uma ameaça aos nossos países. E, apesar disso, nós ainda acreditamos que eles podem mudar algum dia. Mas sabemos que é difícil”, declarou Patiño. 

Perguntado sobre a possibilidade de os latino-americanos estarem reagindo de maneira exagerada, falando em conspiração e invasão, só por causa de uma declaração formal da Casa Branca, o ministro disse que não é possível ver as recentes colocações de Obama como formalidades. Para ele, conhecendo as características da geopolítica norte-americana, a preocupação dos líderes da Unasul (que condenaram duramente a posição de Washington em relação a Caracas) é legítima e deve ser respeitada.  

"O problema é que, frequentemente, essas decisões têm servido de prelúdio para intervenções militares. Nós sabemos que o Afeganistão, o Iraque e outros países foram considerados ameaças antes de serem invadidos”, lembrou o chanceler. “Nem sempre esses países são invadidos. Mas, frequentemente, isso é apenas uma justificativa para a intervenção. Pois, se eu te considero uma ameaça à minha segurança, eu devo agir para acabar com essa ameaça. Por isso os termos que ele (Obama) usou são tão sérios”. 

 

 

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