Presidente do Conselho Europeu quer manter sanções antirrussas

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O presidente do Conselho Europeu e ex-premiê da Polônia, Donald Tusk, apela a manter em vigor as sanções da União Europeia contra a Rússia como medida de apoio à realização dos acordos de Minsk e às relações entre os EUA e a UE.

“Os acordos de Minsk fazem sentido somente se forem realizados completamente. A realização parcial será muito arriscada para a Ucrânia”, disse Tusk ao jornal britânico The Guardian e a mais cinco publicações europeias. 

“Em primeiro lugar, precisamos da realização completa [dos acordos], inclusive o controle completo das fronteiras ucranianas… Se queremos apoiar os acordos de Minsk, devemos pelo menos manter as sanções já existentes. Se a Europa não mantiver as atuais sanções, ficaremos perante um momento muito importante nas relações transatlânticas. Para os norte-americanos é inadmissível estar mais envolvidos no conflito ucraniano do que a Europa. É a posição clara da administração [do presidente dos EUA Barack] Obama”, acrescentou Tusk.

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Ainda no ano passado, os Estados Unidos, a União Europeia e os seus aliados acusaram a Rússia de intervir no conflito ucraniano, inclusive prestando uma suposta assistência militar para os independentistas da região de Donbass, que haviam se insurgido por se recusarem a reconhecer a legitimidade do novo governo em Kiev.

Desde março de 2014, o Ocidente já impôs várias rodadas de sanções contra Moscou, visando não só indivíduos de alto escalão, mas também os setores bancários, de energia e de defesa da Rússia.

O Kremlin tem repetidamente negado qualquer envolvimento na crise interna da Ucrânia e qualifica as sanções como contraproducentes.

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