Bolívia condenou as sanções dos EUA contra Venezuela

© AP Photo / Dolores OchoaNicolás Maduro, Evo Morales e Rafael Correa durante a abertura da ALBA
Nicolás Maduro, Evo Morales e Rafael Correa durante a abertura da ALBA - Sputnik Brasil
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As sanções dos EUA contra Venezuela são uma ameaça para a democracia na América Latina, segundo comunicado do ministério das Relações Exteriores da Bolívia, divulgado nesta quinta-feira.

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O documento afirma que La Paz “condena a interferência dos EUA nos assuntos internos da Venezuela”, que constitui “uma violação da soberania e do direito de autodeterminação do povo venezuelano”. “Bolívia convida os Estados Unidos a desistir da sua política intervencionista do passado e a entender que somente através do diálogo e do respeito ao direito internacional será possível alcançar resultados e o bem estar dos povos”, diz o comunicado da chancelaria boliviana. 

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Bolívia manifestou apoio ao “presidente Nicolás Maduro, eleito de modo legítimo” e “solidariedade ao povo venezuelano nesse momento difícil”. 

Além disso, na quinta-feira, uma manifestação em defesa da Venezuela foi realizada na capital boliviana, que terminou em frente à embaixada dos EUA.

Uma cúpula dos ministros das Relações Exteriores da Unasul está para ser realizada em 14 de março em Quito, no Equador, para discutir a situação na Venezuela.

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Nesta segunda-feira, Washington suspendeu o visto de sete funcionários do governo venezuelano e congelou seus bens em território dos EUA. Também foi decretado pela Casa Branca, que a Venezuela representa uma “ameaça incomum e um problema extraordinário para os Estados Unidos”.

Reagindo ao fato, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou que vai pedir ao Parlamento a aprovação de uma lei que lhe conceda poderes especiais para legislar por decreto contra o que ele chama de imperialismo no país.

Nas últimas semanas, os chanceleres da Unasul, alinhados com a Venezuela, se manifestaram em defesa da soberania da nação sul-americana e ofereceram seu apoio ao governo de Maduro.

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