Chade e Níger avançam em ataque ao Boko Haram

© AFP 2022 / BOUREIMA HAMA/ FileSoldados do Níger
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Tropas do Chade e do Níger abriram uma nova frente militar regional no combate ao grupo extremista islâmico Boko Haram. Veículos militares com soldados cruzaram nesta segunda-feira (9) a fronteira nordeste da Nigéria, segundo informaram oficiais e testemunhas.

A intensificação do combate conjunto dos países africanos contra os jihadistas nigerianos acontece semanas antes de os eleitores da Nigéria irem às urnas. Muitos temem uma escalada de violência no dia da eleição. O grupo já realizou ataques em países vizinhos que prometeram ajudar a Nigéria a vencer os extremistas. 

O brigadeiro general chadiano Zakaria Ngobongue disse nesta segunda-feira que seus soldados, juntamente com tropas do Níger, já haviam entrado na Nigéria. Ele negou-se a dar detalhes sobre a operação, mas disse que as forças do Chade já haviam deixado Camarões e cruzado a fronteira nordeste da Nigéria. 

Há quase seis anos o Boko Haram vem lutando contra o governo nigeriano com o objetivo de fazer valer a lei da sharia em todo o país. No sábado (7), os jihadistas declararam a formação de uma aliança com o Estado Islâmico no Oriente Médio, elevando os temores de que o conflito possa se internacionalizar. 

O ministro da Defesa de Camarões, Edgard Alain Mebe Ngo'o, disse que as tropas da Nigéria e do Chade lutarão contra o grupo extremista nigeriano, enquanto soldados de Camarões e do Níger farão partrulhas em suas fronteiras para evitar que os militantes escapem. 

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Estados Unidos, Reino Unido, França e União Europeia apoiam a formação de uma força multinacional de 8.750 soldados, liderada pela Nigéria e pelo Chade, com contingentes de Camarões, Níger e Benin. Outros países também prometeram ajudar. 

Segundo dados do Conselho de Relações Exteriores, organização sediada nos Estados Unidos, cerca de 10 mil pessoas foram mortas somente no ano passado durante as ofensivas do Boko Haram. Nos quatro anos anteriores, o número de vítimas do grupo foi de 25 mil. 

 

Fonte: Estadão Conteúdo

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