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Kiev afirma que adiará retirada completa de armamentos pesados

© AP Photo / Efrem LukatskyExército da Ucrânia
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Os militares ucranianos não podem "desproteger" completamente a linha de frente em Donbass durante a retirada de armamentos pesados acordada em Minsk porque não têm provas da retirada de material bélico por parte das milícias independentistas, anunciou nesta segunda-feira (9) o representante oficial da operação, Andrei Lysenko.

O lado ucraniano efetuou quatro etapas de retirada de armamentos pesados sob a vigilância da OSCE, nós esperamos que o lado oposto faça o mesmo, mas ainda não obtivemos provas que o inimigo também tenha retirado os armamentos pesados. Não vamos simplesmente desproteger a linha de frente e vamos esperar por provas de que o inimigo de fato retirou as armas”, disse. 

No início de março as autoridades das autoproclamadas Repúblicas Populares de Donetsk e de Lugansk (RPD e RPL) anunciaram o fim de processo da retirada de armamentos pesados – segundo eles, a informação respectiva foi passada aos representantes da OSCE.

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Na segunda-feira, o representante oficial da RPL nas negociações de Minsk, Vladislav Deinego, disse que a república autoproclamada não dispõe de informação sobre a retirada por Kiev de armamentos pesados, embora, segundo o cronograma previsto, a retirada destas armas já devesse ter terminado. O vice-chefe do exército da RPD Eduard Basurin disse que as milícias estão preocupadas com a concentração de material bélico ucraniano na direção sul. Alem disso, a RPD teme que os militares ucranianos possam fazer a rotação de armamentos pesados a pretexto da sua retirada.       

Kiev está realizando, desde meados de abril, uma operação militar para esmagar os independentistas no leste da Ucrânia, que não reconhecem a legitimidade das novas autoridades ucranianas chegadas ao poder em resultado do golpe de Estado ocorrido em fevereiro de 2014 em Kiev. Segundo os últimos dados da ONU, mais de 5.800 civis já foram vítimas deste conflito.

Desde 9 de janeiro deste ano, a intensidade dos bombardeios na região aumentou, bem como o número de vítimas do conflito. Isto fez regressar ambas as partes às negociações. 

O novo acordo de paz, firmado em Minsk entre os líderes da Rússia, da Ucrânia, da França e da Alemanha, inclui um cessar-fogo global no leste da Ucrânia a partir de 15 de fevereiro. Segundo o acordo, o armistício deve ser seguido pela retirada das armas pesadas da zona de conflito, operação que deve começar "o mais tardar no segundo dia do cessar-fogo e estar concluída no prazo de 14 dias". Este processo já se iniciou mas ainda não terminou.

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