Merkel apelou para continuar o diálogo com a Rússia mas manter as sanções

© REUTERS / Eric Vidal Angela Merkel, chanceler da Alemanha
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A chanceler alemã Angela Merkel, que neste momento está realizando uma visita oficial ao Japão, apelou para a manutenção de sanções antirrussas devido à situação na Ucrânia mas reconheceu a necessidade de um diálogo diplomático, informa a agência Kyodo.

Além disso, Merkel manifestou-se a favor das resoluções do Conselho de Segurança da ONU e notou a importância da cooperação com o Japão e Brasil nomeadamente na luta contra terrorismo internacional. Merkel mencionou no seu discurso a execução de dois cidadãos japoneses por militantes do grupo terrorista Estado Islâmico e o ataque terrorista em Paris em janeiro deste ano.

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Esta tarde Merkel vai encontrar-se com o premiê japonês Shinzo Abe e, segundo se espera, durante este encontro os dois líderes discutirão as questões da parceria no formato G7, a situação na Ucrânia, medidas antiterroristas, a reforma do Conselho de Segurança da ONU, cooperação nas questões regionais na Ásia Oriental e no Oriente Médio. Serão também abordadas as questões de cooperação dos dois países no G7 em relação à Rússia devido à situação na Ucrânia.  

Os cientistas políticos japoneses acham que as posições do Japão e da Alemanha são próximas devido à necessidade de evitar um conflito agudo com a Rússia, permanecendo ao mesmo tempo no G7. A Alemanha tem laços econômicos próximos com a Rússia e depende da energia russa e o Japão não quer piorar as relações com a Rússia por causa da necessidade de concluir o acordo de paz e resolver o problema dos territórios disputados.

Esta é a primeira visita oficial da chanceler alemã Angela Merkel ao Japão nos últimos sete anos.

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Ainda no ano passado, os Estados Unidos, a União Europeia e os seus aliados acusaram a Rússia de se intrometer no conflito ucraniano, inclusive prestando uma suposta assistência militar para os independentistas da região de Donbass, que haviam se insurgido por se recusarem a reconhecer a legitimidade do novo governo em Kiev.

Desde março de 2014, o Ocidente já impôs várias rodadas de sanções contra Moscou, visando não só indivíduos de alto escalão, mas também os setores bancários, de energia e de defesa da Rússia.

O Kremlin tem repetidamente negado qualquer envolvimento na crise interna da Ucrânia e qualifica as sanções como contraproducentes. Em resposta às sanções ocidentais, Moscou impôs uma proibição de um ano sobre a importação de certos alimentos dos países que aderiram às restrições.

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