Ex-presidente tcheco não acredita que Ucrânia possa manter unidade

© Sputnik / Valeriy MelnikovDias Escuros da Ucrânia
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Os EUA, junto com vários políticos europeus, começaram o conflito ucraniano e a Rússia foi forçada a reagir à situação que surgiu, disse numa entrevista ao jornal austríaco Tiroler Tageszeitung o ex-presidente tcheco Vaclav Klaus.

“Eu faço parte da minoria de políticos, jornalistas e intelectuais que acham que a pressão chegou do Ocidente. Deste ponto de vista, a culpa não é da Rússia. O que a Rússia fez, na minha opinião, foi uma reação, um movimento forçado”, manifestou o político. Segundo ele, foram os EUA que provocaram o conflito através da organização do Maidan. 

Klaus afirmou que a Guerra Fria já está em curso e que seu preço é demasiado alto. Com isso, o ex-presidente tcheco não vê nenhuma saída desta situação. Ele criticou os políticos ucranianos por não iniciarem negociações plenas. Segundo Klaus, eles tentam resolver tudo pela força, inclusive estrangeira.

Ele frisou que a Ucrânia foi sempre um país “frágil e dividido”. O ex-presidente tcheco acredita que a Ucrânia não pode existir tal como existia até há pouco, depois de “milhares de vítimas e de todas as destruições”.

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Kiev está realizando, desde meados de abril, uma operação militar para esmagar os independentistas no leste da Ucrânia, que não reconhecem a legitimidade das novas autoridades ucranianas, chegadas ao poder em resultado do golpe de Estado ocorrido em fevereiro de 2014 em Kiev. Segundo os últimos dados da ONU, mais de 5.800 civis já foram vítimas deste conflito.

Desde 9 de janeiro deste ano, a intensidade dos bombardeios na região aumentou, bem como o número de vítimas do conflito. Isto fez regressar ambas as partes às negociações.

O novo acordo de paz, firmado em Minsk entre os líderes da Rússia, da Ucrânia, da França e da Alemanha, inclui um cessar-fogo global no leste da Ucrânia. Segundo o acordo, o armistício deve ser seguido pela retirada das armas pesadas da zona de conflito, processo que já se iniciou."

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