China planeja aumentar gastos militares em 10%

© AFP 2022 / FREDERIC J. BROWN / AFPExército chinês
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A China planeja aumentar seus gastos de defesa em cerca de 10% este ano, segundo declarou a vice-ministra das Relações Exteriores chinesa Fu Ying nesta quarta-feira (4).

Falando na véspera da 3ª sessão do 12º Congresso Nacional do Povo, a vice-chanceler disse que "um país grande como a China precisa de gastos militares significativos para que as pessoas se sintam seguras".

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Segundo Ying, o valor exato do orçamento de defesa será publicado após a abertura da sessão parlamentar na quinta-feira (5). No ano passado, os gastos militares da China foram planejados em 802,2 bilhões de yuans (aproximadamente, US$ 130 bilhões), o que representou um aumento de 12,2% em relação a 2013.

De acordo com um estudo recente do Instituto Internacional para Estudos Estratégicos (IISS, na sigla em inglês), os países ocidentais juntos ainda somam mais da metade do orçamento militar mundial, apesar de essa porcentagem ter se reduzido desde 2010, quando a despesa do Ocidente em defesa representava dois terços do total global.

Os Estados Unidos continuam a liderar a despesa com um investimento de US$ 581 bilhões em 2014, número equivalente ao orçamento em defesa dos 15 países seguintes na lista.

A Arábia Saudita, terceira força global por gastos militares, aumentou em cerca de 35% sua verba de defesa em 2014, chegando a US$ 80,8 bilhões e ultrapassando a Rússia, que investiu US$ 70 bilhões no mesmo período.

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Na apresentação do relatório do IISS em Londres, o presidente do instituto, John Chipman, alertou que o novo equilíbrio na despesa militar mundial elevou os riscos enfrentados pelos países ocidentais. 

Segundo ele, um dos maiores desafios para a segurança na Europa é o retorno de jihadistas que tenham atuado no Oriente Médio e que possam realizar atentados como os de Paris no início de janeiro.

O IISS também reconheceu que apenas os recursos militares não serão suficientes para acabar com a ameaça do grupo Estado Islâmico (EI) e afirmou que é necessário aumentar os esforços para garantir a estabilidade política na Síria e no Iraque. Para o instituto, os ataques aéreos liderados pelos Estados Unidos, iniciados em agosto, podem levar a “vitórias táticas parciais” sobre os jihadistas, mas não podem garantir uma “derrota estratégica” sobre o grupo.

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