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ARD: Berlin está desiludida com o governo de Poroshenko

© AP Photo / Alexander ZemlianichenkoPresidente da Ucrânia Pyotr Poroshenko
Presidente da Ucrânia Pyotr Poroshenko - Sputnik Brasil
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O governo da Alemanha está desiludido com a presidência de Pyotr Poroshenko, que não conseguiu estabilizar a situação na Ucrânia, informou neste sábado o canal de televisão alemão ARD.

A emissora destacou que Berlin depositava grandes esperanças em Poroshenko: ao assumir a presidência ele prometeu regularizar o conflito no leste da Ucrânia pela via pacífica. “Agora, passados 10 meses de seu governo, reina um forte desencanto em Berlin” — informou ARD.

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Além disso, o canal revelou, citando fontes do governo da Alemanha, que durante as negociações de Minsk, Poroshenko deixou seus aliados ocidentais no escuro quanto à fraqueza do exército ucraniano. É possível, no entanto, diz ARD, que o próprio Poroshenko desconhecesse a real situação das forças do seu país, o que, por sua vez, reforça a impressão desfavorável de Berlin em relação à sua pessoa.

Em entrevista à ARD, o presidente da Conferência de Segurança de Munique, Wolfgang Ischinger, observou que a fraqueza do exército ucraniano foi uma surpresa não só para Kiev, mas para muitos no Ocidente. "Estamos lidando com um exército decadente e incapaz de lutar" — concluiu.

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Outro problema de Poroshenko, levantado pela ARD, se tornaram os batalhões paramilitares financiados por oligarcas ucranianos, que se consideram “dispensados de cumprir a lei e os acordos internacionais” e recusam a subordinação a Kiev.

Na opinião do deputado do parlamento alemão Marieluise Beck, do Partido Verde, o conflito no leste da Ucrânia reforçou as posições dos bilionários ucranianos. “Se uma pessoa como Igor Kolomoisky defende a cidade de Dnepropetrovsk com dinheiro próprio, Poroshenko não será capaz de apresentar uma iniciativa anti-corrupção contra ele” — destacou o político.

De acordo com o último relatório da ONU, entre meados de abril de 2014 e 19 de fevereiro de 2015 o conflito no leste da Ucrânia levou à morte quase 6 mil pessoas, além de deixar 14595 feridos, incluindo 169 crianças.

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