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Ancine: participação brasileira no Festival de Berlim foi histórica

© AP Photo / Axel SchmidtBerlinale 2015
Berlinale 2015 - Sputnik Brasil
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A Agência Nacional do Cinema (Ancine) considerou histórica a participação brasileira no 65º Festival Internacional de Cinema de Berlim, ocorrido entre os dias 5 e 15 de fevereiro na capital alemã.

Brasil teve 14 títulos exibidos na seleção oficial e o longa-metragem Que Horas Ela Volta?, de Anna Muylaert, ganhou dois prêmios: o do público da Mostra Panorama, onde concorreu com outros 34 filmes de 29 países, e também o da Confederação Internacional dos Cinemas de Arte e Experimentais (Cicae) que reúne mais de 3 mil salas em cerca de 30 países, informou Agência Brasil.

Além disso, 13 brasileiros participaram do programa de residência Berlinale Talents e cerca de 90 estiveram no European Film Market.  O país voltou de Berlim com acordos fechados e negócios feitos, entre eles um protocolo de cooperação audiovisual com o Instituto Mexicano de Cinematografia (Imcine).

Produzido pela Gullane Filmes, associada ao programa de promoção Cinema do Brasil, da Ancine, Que Horas Ela Volta? foi vendido para os Estados Unidos, a França, Espanha, Bélgica e Luxemburgo e a Suíça. O longa Beira-Mar, de Marcio Reolon e Filipe Matzembacher foi outro que voltou da Alemanha com acordos fechados: produzido pela Avante Filmes, também associada ao Cinema do Brasil, o filme foi comprado por distribuidoras para exibição na Alemanha, Áustria, Suíça, França, em Portugal, nos Estados Unidos e no Canadá.

O protocolo assinado por Ancine com Imcine prevê o lançamento anual de editais simultâneos nos dois países para a seleção de projetos de longas em regime de coprodução e o apoio à distribuição de filmes brasileiros no mercado mexicano e de filmes mexicanos nos cinemas brasileiros. “Este protocolo representa uma reaproximação em nível institucional entre as duas maiores indústrias audiovisuais da América Latina. Por muitos anos, o Brasil e México estiveram mais distantes, apenas com coproduções eventuais em pequeno número. Esperamos, a partir de agora, um novo patamar de aproximação entre os produtores dos dois países”, avaliou Manoel Rangel, diretor-presidente da Ancine.

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