Grécia confirma disposição de mediar relações entre União Europeia e Rússia

© AFP 2022 / Alexander NemenovSergei Lavrov e Nikos Kotzias em Moscou
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A Grécia espera uma agenda positiva entre a União Europeia e a Rússia, segundo afirmou hoje (11) o ministro dos Negócios Estrangeiros grego, Nikos Kotzias, durante uma entrevista coletiva em Moscou.

"Esperamos que a situação vá se estabilizar e que uma agenda positiva seja proposta imediatamente", disse ele, acrescentando que a Grécia está pronta para agir como um agente mediador na melhoria das relações entre Bruxelas e Moscou.

Nesta quarta-feira (11), o representante grego desembarcou na capital russa a fim de se reunir com o chanceler Sergei Lavrov e discutir a cooperação energética e a crise ucraniana. Segundo Kotzias, Atenas está preocupada com os cerca de 100 mil gregos étnicos que vivem no leste da Ucrânia e assumirá como uma prioridade a necessidade de dar-lhes assistência.

"Nós temos um problema especial com a Ucrânia. Como vocês sabem, em Mariupol e outras partes do leste da Ucrânia, existem cerca de 100 mil pessoas de origem grega, e estamos tentando fazer todo o possível para ajudá-los", disse o ministro, ressaltando que crises políticas só podem ser resolvidas através do diálogo diplomático.

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"Nós vemos isso a partir do leste e do sul: a Grécia está no centro da desestabilização. A Grécia quer explicar aos seus parceiros que todos os problemas só podem ser resolvidos através do diálogo diplomático; caso contrário, todo mundo vai enfrentar uma crise humanitária", disse Kotzias.

O chanceler grego também garantiu que Atenas vai respeitar todas as decisões tomadas durante as conversações em Minsk entre os líderes da Ucrânia, da Rússia, da Alemanha e da França, programadas para esta quarta-feira (11).

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"Nós apoiamos a política de sugestões, discussões e diálogo. Achamos que a crise ucraniana deve ser resolvida rápida e diplomaticamente, e não queremos que a Ucrânia crie mais desestabilização geral. Esperamos que todas as decisões necessárias sejam feitas em Minsk. Eu, pessoalmente, tenho esperanças em soluções democráticas", disse o ministro, em resposta a uma questão colocada pela agência de notícias Sputnik durante a entrevista coletiva em Moscou.

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