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Racionamento de água é iminente, diz economista

© AP Photo / Andre PennerProtesto contra o racionamento de água
Protesto contra o racionamento de água - Sputnik Brasil
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O racionamento de água no Brasil é iminente, principalmente porque é uma medida mais adequada do que conscientização dos consumidores, acredita o economista Raul Velloso, contatado pela Sputnik.

O racionamento é uma das duas opções principais que o Brasil tem. A segunda é racionalização, que consiste em induzir os moradores a usarem menos água. Segundo Velloso, estas “medidas de indução” podem reduzir o consumo em 20%. A vantagem desse sistema é que o consumidor parece sair ganhando: se quiser, economiza a água, se não quiser, se ducha à vontade sem desligar o grifo. E ninguém paga mais do que é previsto.

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Já o racionamento, palavra muito usada nestes últimos meses em várias regiões do país, pressiona um pouco as pessoas, mas pelo menos garante o cumprimento das regras necessárias para se ter água no futuro. Diz o professor Velloso:

“A racionalização não se sabe se vai dar certo ou não. Mesmo neste caso, quando é atingido o resultado certo, existe um problema para as empresas que sofrem redução da receita. Já racionamento é gerado por uma lei. A lei, pelo menos na maioria dos casos, cria naturalmente o caminho para a empresa reequilibrar o seu contrato”.

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Não se trata somente de empresas, sublinha o economista. A racionalização, realizada por meio de campanhas educativas, propaganda e medidas como o uso de geradores pelo comércio em horários de pico (para economizar, segundo o artigo que Velloso publicou no jornal O Globo na segunda-feira (9 de fevereiro), não pode garantir que a meta seja atingida. Por isso, a situação pode piorar: se uma pessoa economiza água, cinco pessoas não irão economizar. E a água já está tocando o fundo nas represas.

E o culpado sempre será o governo: foi ele que não tomou medidas.

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