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Associação de blocos celebra 15 anos de resgate do Carnaval de rua no Rio de Janeiro

© AP Photo / Silvia IzquierdoBloco Céu na Terra Desfila em Santa Teresa
Bloco Céu na Terra Desfila em Santa Teresa - Sputnik Brasil
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Resgatar o Carnaval de rua carioca através das tradicionais marchinhas e fantasias, este vem sendo o objetivo da Sebastiana – Associação Independente dos Blocos de Carnaval de Rua da Zona Sul, Santa Teresa e Centro do Rio de Janeiro, que está celebrando 15 anos de existência.

De acordo com a fundadora e presidente da Associação, Rita Fernandes, a Sebastiana surgiu em 2000, após uma reunião de amigos que frequentavam blocos uns dos outros. Preocupados com o crescimento do número de foliões a cada ano e vendo a falta de infraestrutura e de apoio do poder público, eles decidiram se unir, para somar forças e oferecer desfiles mais organizados e com mais segurança. “O aumento no número de pessoas nos blocos gerou uma série de problemas, e não tínhamos apoio da Prefeitura na época, em questões de segurança, organização de trânsito e coordenação de vendedores ambulantes. Nós nos unimos com o objetivo de chamar a atenção para que a Prefeitura nos ajudasse com a infraestrutura dos blocos que integravam a Sebastiana e de outros 20 blocos que havia na cidade.”

Segundo Rita Fernandes, a medida deu tão certo que fez com que a Associação se tornasse uma porta-voz importante do Carnaval de rua carioca. A Sebastiana reúne hoje 12 blocos, entre eles os tradicionais Bloco das Carmelitas, que desfila pelas ladeiras do bairro de Santa Teresa; o Barbas, que passa pelas ruas de Botafogo; e o Simpatia É Quase Amor, que desfila em Ipanema e está celebrando 30 anos de existência.

No Carnaval 2015, a Prefeitura do Rio autorizou o desfile de 456 blocos pelas ruas da cidade, mas alguns deles chegaram a ficar de fora da folia este ano por causa da falta de verbas. Ao ser questionada sobre a possibilidade de ampliar o número de participantes da Sebastiana para ajudar mais blocos a se manter, Rita Fernandes explica que, se surgir a possibilidade da inclusão de novos blocos, os escolhidos devem ter o mesmo perfil de amor pelas tradições do Carnaval e não pelo lucro comercial. “Se a Sebastiana se ampliar, será para receber blocos que tenham o mesmo tipo de formação como os dela. São blocos mais tradicionais, valorizando o samba, a marchinha, a fantasia. Não temos o objetivo de ser Liga ou Federação, reunindo todos os blocos do Rio. Portanto, nosso trabalho é conceitual e pontual em prol da cidade, de resgate do Carnaval carioca, e não comercial, visando apenas ao lucro com a intenção de virar um negócio.”

A segurança dos blocos que vão desfilar pelo Rio também é comentada por Rita Fernandes. Segundo dados do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro, dos quase 500 blocos autorizados pela Prefeitura, apenas três deles conseguiram a licença da corporação para desfilar em 2015, e atender a legislação estadual, que exige o cumprimento de normas de segurança contra incêndio e pânico. Ainda de acordo com o Corpo de Bombeiros, apenas 29 blocos apresentaram a documentação necessária para garantir a licença.

Para a presidente da Sebastiana, a legislação vigente é antiquada e defasada, voltada para eventos fechados e não para blocos carnavalescos. “A verdade é que é uma legislação que não se adequa. Nós não acreditamos que tenha que haver uma legislação para Carnaval de rua. O que tem que ter é um apoio maior dos órgãos do poder público na infraestrutura e segurança, inclusive do Corpo de Bombeiros, sem a necessidade de tantas exigências, porque os blocos são uma manifestação cultural, que valoriza a cidade no Brasil e fora dele.”

Rita Fernandes diz que até o fim do Carnaval há muita festa pela frente, e o folião e o turista vão encontrar festa para todos os gostos nos blocos da Sebastiana. “A gente não tem registro de violência nos nossos blocos, só alegria e festa. A gente cuida muito para que os foliões tenham muito conforto e segurança, e todos na paz.”

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