Mídia: diálogo da Rússia e UE reduz influência dos EUA na questão ucraniana

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A visita súbita a Moscou da chanceler alemã Angela Merkel e do presidente francês, François Hollande, é uma tentativa apressada de resolver a crise ucraniana, impedindo a ajuda militar americana a Kiev, ajuda que é contrária aos interesses de Moscou e Bruxelas, escreve o The Guardian.

"Diplomatas e oficiais europeus disseram que as conversas nos Estados Unidos sobre o armamento da Ucrânia estão empurrando a Rússia e a Europa para um acordo diplomático, porque ambos os lados não estão interessados em fornecimento de armas para Kiev, bem como em jogos diplomáticos com os EUA", escreve o jornal.

Diplomatas alemães em Washington estão preocupados com o aumento da pressão dos EUA sobre a questão do armamento de Kiev. Eles enfatizam que Merkel não iria a Moscou se ela não tivesse certeza de que Putin estava pronto para assinar um acordo. O embaixador alemão Peter Wittig nos Estados Unidos acredita que a chanceler alemã não vai a Moscou "de mãos vazias."

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Outros diplomatas ocidentais também sugerem que o presidente russo nos últimos dias apresentou propostas realmente significativas para resolver a crise ucraniana, caso contrário, Merkel não concordaria ir a Moscou, diz o artigo.

O chamado Protocolo de Minsk, que consiste em 12 pontos, foi assinado pelos representantes da Ucrânia e das autoproclamadas repúblicas de Donetsk e Lugansk com a mediação da Rússia e da Organização Para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) em 5 de setembro.

Político alemão, da União Democrata-Cristã, Willy Wimmer acredita que visita de Merkel e Hollande é um sinal muito positivo.

“Agora temos de agir de forma gradual. O conflito deve ser interrompido. O sangue não deve ser derramado. Mas também é necessário ter em mente que as sanções devem ser levantadas contra quem quer que seja, a partir de hoje. Sanções são o caminho para a guerra e nós sabemos isso com certeza. Tudo o que na Europa pode causar divergências de novo deve ser resolvido por meio de negociações. Os Estados Unidos devem, em princípio, mudar sua política em relação a nós. Caso contrário, vamos balançar no continente de um conflito para outro”, disse ele.

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O Protocolo prevê um armistício, a troca de prisioneiros de guerra e uma série de acordos políticos, inclusive o compromisso da Ucrânia em aprovar uma lei sobre o status especial de algumas áreas da região de Donbass.

Os 12 pontos dos acordos de Minsk serão a base das conversações de Merkel e Hollande em Moscou na sexta-feira.

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