Caros leitores, com grande alegria anunciamos que a Voz da Rússia está mudando de nome e se mudando para um novo site. Nós agora seremos conhecidos como a agência de notícias e rádio Sputnik. Vocês podem encontrar todas as últimas notícias da nossa agência em http://br.sputniknews.com. Por favor, atualizem seus favoritos e fiquem conosco!
12 Maio 2014, 17:44

Viagem ucraniana de “acadêmicos” norte-americanos

ucrânia, eua, academi, blackwater

Segundo o jornal alemão Bild am Sonntag, na operação punitiva perto de Slavyansk estão participando mercenários de uma força militar privada dos Estados Unidos.

A organização Academi, como se sabe, aceita contratos apenas com aprovação do Departamento de Estado e da CIA. O Bild relata que a informação sobre a presença de mercenários no sudeste da Ucrânia foi confirmada pelo Serviço Federal de Inteligência alemão.

Os empregados da notória companhia norte-americana de segurança Academi são ex-militares que realizam missões em “pontos quentes” em troca de pagamento. Seus mercenários participaram em conflitos militares no Iraque e no Afeganistão, mas na altura a empresa se chamava Blackwater. As autoridades iraquianas processaram-na num tribunal norte-americano depois de seus mercenários terem fuzilado 17 civis. Apesar de esse não ter sido o único episódio escandaloso na história da organização, tudo acabou com que a empresa simplesmente mudou seu nome para Academi. Ora são esses mercenários, segundo a mídia, que estão agora agindo contra os partidários da federalização no Sudeste da Ucrânia. Por enquanto ainda não se divulga exatamente quem desta vez encomendou a operação da Academi, mas sabemos que geralmente os “acadêmicos” recebem ordens do Departamento de Estado ou da CIA.

O Ministério do Exterior russo disse ainda em abril que na operação punitiva no sudeste da Ucrânia estão participando “cerca de 150 especialistas norte-americanos”. Na altura se tratava da organização Greystone – uma empresa também fundada com base na Blackwater, mas depois registrada de novo como uma empresa distinta. Seus representantes, é claro, negam veementemente qualquer envolvimento com “contratos ucranianos” como, a propósito, também o serviço de imprensa da Academi. Mas seja qual for o nome que se dá aos mercenários, o fato de sua presença na Ucrânia já não poderá ser escondido, acredita o vice-presidente do Centro de Modelagem de Desenvolvimento Estratégico, Grigori Trofimchuk:

“Todos viram em que estado estão as estruturas da polícia e do exército de Kiev. E depois, de repente, houve uma mudança drástica. Surgiram divisões Jaguar, formadas de cidadãos da Ucrânia e representantes de estruturas paramilitares ocidentais, incluindo a Blackwater.”

É óbvio que Washington nunca reconhecerá oficialmente que enviou mercenários para a Ucrânia. Além disso, por enquanto eles conseguem mais ou menos camuflar a sua presença. E o motivo para tal secretismo é óbvio, acredita o especialista em países do exterior pós-soviético Alexander Guschin:

“Se militantes capturarem mercenários, a Rússia terá um trunfo sério. Pois dada a reputação dessa organização isso será mais uma prova de que o Ocidente, e especialmente os norte-americanos, são uma das partes do conflito.”

A União Europeia, como se vê, está bem ciente da presença de combatentes norte-americanos no sudeste da Ucrânia. O Serviço Federal de Inteligência da Alemanha informou sobre isso o governo da Alemanha em 29 de abril. E mesmo antes disso a mídia europeia relatou que os EUA se recusaram a repatriar da Ucrânia os corpos de 13 agentes militares da CIA. Eles foram mortos quando seu helicóptero foi abatido por militantes perto de Slavyansk.

Para os próprios militantes e para os habitantes do sudeste da Ucrânia a participação de mercenários em combates já há muito que não é um segredo. Intercepções de rádio descobriram conversas não só em inglês, mas também em italiano e outros idiomas europeus. A empresa Academi contrata mercenários de todo o mundo, inclusive na própria Ucrânia.

  •  
    E recomendar em