Rússia já destruiu 40% das instalações do Estado Islâmico

© Sputnik / Dmitry Vinogradov / Acessar o banco de imagensРоссийские летчики перед полетом у самолета Су-24 на авиабазе "Хмеймим" в Сирии
Российские летчики перед полетом у самолета Су-24 на авиабазе Хмеймим в Сирии - Sputnik Brasil
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Desde que a Rússia começou sua operação aérea na Síria, o Estado Islâmico perdeu quase metade de sua infraestrutura na Síria, revelou à Sputnik o embaixador da Síria em Moscou, Riad Haddad.

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"Aproximadamente 40%, segundo os dados que temos. Além disso, foram abatidos vários terroristas", afirmou Haddad. Segundo o embaixador, os terroristas "estão recuando na direção da fronteira com a Turquia, país que tradicionalmente lhes dá proteção."

Haddad ressaltou também que o principal resultado dos bombardeios russos é que muitos extremistas entregaram suas armas voluntariamente e se renderam. "Em um dos casos, uns 400 terroristas renderam suas posições com medo de serem aniquilados", completou o diplomata.

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Haddad negou ter pedido a Moscou que instalasse uma base em Latakia.

"Não fizemos tal petição, mas esperamos que nossos amigos russos abram outra base no território da Síria. Se querem minha opinião, quem dera que acontecesse amanhã mesmo, em qualquer região", declarou.

O diplomata ressaltou também que a artilharia e os mísseis de precisão russos são o que o exército da Síria mais precisa atualmente: "Precisamos porque queremos evitar vítimas civis", explicou.

Haddad completou, dizendo que "também há demanda de mísseis capazes de destruir os túneis dos terroristas, que estão cerca de dez metros abaixo do solo, assim como todo tipo de munição."

Armas químicas na Síria e no Iraque

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O embaixador sírio reafirmou que os terroristas que lutam contra o regime de Bashar Assad adquiriram armas químicas "há muitíssimo tempo e usaram contra Khan al-Assal. Também usaram em Guta Oriental, nos arredores de Damasco."

"Nossos serviços de inteligência interceptaram conversas dos terroristas, inclusive quando exigiram armas químicas e quando transmitiram a informação sobre os lugares onde precisamente iriam usá-las, informação que passamos a nossos amigos na Rússia", disse Haddad.

Portanto, o diplomata considera errado perguntar se os terroristas possuem ou não armas químicas. "Eles as obtiveram há muito tempo, não só na Síria, mas mas também no Iraque", concluiu.

No dia 30 de setembro, a Força Aérea da Rússia iniciou ataques contra posições do Estado Islâmico na Síria a pedido do presidente do país, Bashar Assad.

O Ministério da Defesa da Rússia destaca que os ataques de sua aviação afetaram o sistema de abastecimento dos extremistas e causaram danos à infraestrutura dos terroristas. Ainda segundo o ministério, os bombardeios são realizados com "exatidão absoluta", o que permite evitar vítimas entre a população civil.

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